FLORALIS


Sem título. 2017.
Impressão em papel Canson Matte. 
40×60 cm cada.



Alegoria da morte do monumento, o políptico Sem título (2017) é uma obra adensada, de clima soturno e misterioso, que articula narrativa fragmentada, composta por duas sequências de quatro fotografias preto e branco, cada. Na sequência superior registros noturnos da escultura Floralis generica, obra cinética e luminosa do arquiteto argentino Eduardo Catalano situada em um parque de Buenos Aires; na inferior imagens apropriadas de cenas do filme Blow-up, do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, cuja trama narra a estória de um fotógrafo que ao fazer fotos em um parque registra a cena amorosa entre um casal e os indícios de um homicídio. Parques são locais onde geralmente se constroem monumentos e se instalam estátuas e bustos comemorativos ignorados pelos visitantes e namorados furtivos; a escultura argentina que se abre como uma rosa exalando romantismo é uma armadilha kitsch que seduz o olhar; a arma na mão anônima de um personagem do filme parece disparar contra o monumento, objeto de admiração e de repugnância.

Divino Sobral, 2017.
Trecho do texto curatorial da mostra "Expaços Invisíveis" de Joardo Filho



Colección MAPA. 2022. Casa de la Cultura - Fondo Nacional de las Artes (FNA). Buenos Aires, Argentina.
Dialetos II. 2018. Centro Cultural São Paulo (CCSP). São Paulo, SP.
Dialetos II. 2018. Centro Cultural São Paulo (CCSP). São Paulo, SP.
Dialetos II. 2018. Centro Cultural São Paulo (CCSP). São Paulo, SP.
Novas Aquisições - Coleção Artistas Anapolinos. 2021. Galeria de Artes Antônio Sibasolly. Anápolis, GO.
Dialetos II. 2018. Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA). Anápolis, GO.
Dialetos II. 2018. Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA). Anápolis, GO.