PEDESTAL DO BANDEIRANTE


Sem título. 2017. 
Impressão em papel Edition Etching Rag 310g.
72x110 cm.




Em uma fotografia do centro de Goiânia, Sem título (2017), por meio de ferramentas digitais, Joardo Filho subtrai da imagem a estátua do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (o filho); deixa seu pedestal vazio, nenhum herói é colocado em seu lugar. A escultura que fora instalada em 1942, ano da inauguração da cidade, no eixo central com o cruzamento das avenidas Goiás e Anhanguera, foi um presente que manifestava a clara ação do programa paulista de afirmação de sua identidade desbravadora e dominadora sobre Goiás. Depois que a revisão crítica pós-colonialista da história desconstruiu a estatura heroica deste personagem, responsável nas primeiras décadas do século XVIII pela ocupação do território goiano, pelo extermínio de povos indígenas e pelo início do ciclo do ouro, a escultura se tornou um símbolo sobre o qual são levantados constantes questionamentos sobre sua legitimidade e permanência.

Divino Sobral, 2017.
Trecho do texto curatorial da mostra "Expaços Invisíveis" de Joardo Filho


Conjunto de Afetos - Coleção Divino Sobral. 2022. Centro Cultural Octo Marques. Goiânia, GO.
Espaços Invisíveis. 2017. Museu de Artes Plásticas de Anápolis (MAPA). Anápolis, GO.
Monumentos Esvaziados. 2019. Galeria da FAV. Goiânia, GO.