O vídeo e a performance, ambos Sem título (2017), são duas obras que criam relações e associações entre si, visto que se dedicam a pensar os problemas relacionados aos marcos simbólicos destinados a homenagear o artista José Rodrigues Loures, pintor e escultor que produziu sua obra em Anápolis até seu falecimento em 2001. O vídeo mostra apenas um pedestal de escultura vazio instalado no começo de uma avenida, sem função, mergulhando na escuridão da noite e no esquecimento. Já a performance consiste em retirar da entrada do Museu de Artes Plásticas de Anápolis a escultura Loures – autorretrato do artista que antigamente ocupava o pedestal mostrado no vídeo e que ultimamente estava exposta na entrada da instituição, cuja sala expositiva recebe seu nome – para guarda na reserva técnica durante o período da exposição. Esta ação implica uma cadeia de reflexões sobre ausência e vazio, ocultamento simbólico, apagamento cultural, amnésia social, seletividade da história da arte.